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DTHA: Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar

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DTHA: Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar é a síndrome constituída de anorexia, náuseas, vômitos e diarreia. A síndrome pode ou não apresentar febre associada ao quadro de infecção e está relacionada diretamente à ingestão de alimentos ou água contaminados.

O DTHA pode apresentar variação do quadro dependendo do agente etiológico e pode variar desde um desconforto intestinal leve até quadros extremamente sérios que levam a desidratação grave, diarreia com presença de sangue e insuficiência renal aguda.

A descrição acima faz parte do Manual Integrado de Vigilância: Prevenção e Controle de Doenças Transmitidas por Alimentos do Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis e da Coordenação Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial.

As Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar DTHA podem ser causadas por bactérias e suas toxinas, vírus, parasitas intestinais oportunistas ou substâncias químicas.

O surto de DTHA

É considerado surto de DTHA quando duas ou mais pessoas apresentam doença ou sinais e sintomas semelhantes após ingerirem alimentos ou água da mesma origem. Para doenças de alta gravidade, como Botulismo e Cólera, a confirmação de apenas um caso já é considerado surto.

O processo da detecção de um surto funciona da seguinte maneira, A secretaria municipal da saúde é notificada pela vigilância epidemiológica e é feito o registro no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

A próxima etapa ocorre a investigação e coleta de amostras clínicas e de alimentos feita pelas equipes de investigação tanto municipal quanto estadual, essas coletas são mandadas para o Laboratório Central de Saúde Pública ou um Laboratório de Referência para serem analisadas e ser feito o diagnostico do tipo de contaminação. Após a identificação as devidas medidas de controle e prevenção começam a ser instauradas. Com o encerramento da investigação os boletins são gerados e divulgados.

No Brasil 62,3% dos casos são fora de casa, em restaurantes, escolas trabalho etc.

Sendo assim é importante tomar algumas medidas de prevenção:

  • Alimentos prontos devem ser armazenados separadamente dos alimentos semiprontos e crus;
  • Alimentos prontos quentes expostos ao consumo devem ser mantidos a 60°C ou mais por, no máximo, 6 horas e, quando resfriados, mantidos à temperatura inferior a 5ºC por no máximo 5 (cinco) dias;
  • Alimentos preparados, após cocção, mantidos abaixo de 60°C, devem ser consumidos em até 60 minutos;
  • Alimentos prontos frios expostos ao consumo devem ser mantidos abaixo de 5°C;
  • Alimentos perecíveis só podem permanecer em temperatura ambiente pelo tempo mínimo necessário para sua preparação e devem ser armazenados à temperatura de 2°C a 8°C;
  • Alimentos congelados devem ser descongelados em condições de refrigeração à temperatura inferior a 5ºC ou em forno de micro-ondas;
  • Os alimentos submetidos ao descongelamento devem ser mantidos sob refrigeração se não forem imediatamente utilizados, não podendo ser recongelados;
  • Reaqueça bem os alimentos que tenham sido congelados ou refrigerados antes de consumi-los;
  • Mantenha os ovos preferencialmente refrigerados e não armazenados na porta da geladeira;
  • Ovos cozidos devem ser fervidos por no mínimo 7 minutos, o consumo de ovo cru ou mal cozido pode causar danos à saúde;
  • Mantenha os alimentos bem acondicionados e fora do alcance de insetos, roedores e outros animais.
  • Higienizar adequadamente as hortaliças (frutas, legumes e vegetais), dando ênfase à esfregação mecânica em água corrente, antes de consumi-los ou prepará-los

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) aproximadamente 600 milhões de pessoas adoecem e 420.000 morrem rodos os anos em decorrência de alguma DTHA, as crianças são 40% desse número, com 125.000 mortes a cada ano.

As doenças de transmissão hídrica e alimentar devem estar no foco de atenção do setor público, setor privado e da população em geral para a aplicação de boas práticas de tratamento da água, conservação e preparação de alimentos evitem as DTHA.

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